"Habemus Papam"

Inteligente, frio, muito culto. Toca piano com algum talento, tem uma preferência pelas sonatas de Beethoven e pensou em jovem dedicar-se à pintura. Joseph Ratzinger, 78 anos, desde ontem o oitavo Sumo Pontífice germânico, é um teólogo brilhante desde a juventude, visto como rebelde nos anos 60, assumido guardião da fé mais conservador a partir da década de 80. "Tenho medo dele", soltou há uns anos João Paulo II, com quem falava sempre em alemão e que não o chamava para rezar na intimidade. Ratzinger, à época, não se impressionou "Talvez Sua Santidade tenha dito isso por graça", comentou com um sorriso perfeito.
Joseph Ratzinger, o ideólogo do Vaticano durante o pontificado de João Paulo II, iniciou uma viragem ideológica num sentido mais conservador e severo, contrariando uma linha que considerou demasiado racional e sistemática e defendendo o regresso aos "padres da Igreja", os filósofos/teólogos dos primeiros séculos do catolicismo, como Santo Agostinho. A escolha desse paradigma católico-romano da Idade Média foi associada a uma recusa intransigente de realidades actuais "Ir contra a corrente e resistir aos ídolos da sociedade contemporânea faz parte da missão da Igreja", afirmou numa missa da última Páscoa.
Ratzinger é um Papa contra a Teologia da Libertação e o envolvimento na Igreja na luta política contra pobreza. É contra a integração na União Europeia de um país muçulmano como a Turquia. É contra a homossexualidade. Contra o preservativo e os anticoncepcionais em geral. É muito contra a possibilidade de divórcio e absolutamente contra o aborto, a que chama "cultura da morte. É contra a adopção por homossexuais. No que à Igreja diz respeito, é contra o casamento dos sacerdotes. E contra a ordenação das mulheres.
1 comentário:
Ele é contra tanta coisa, e eu sou absolutamente contra ele. Entre tanto cardeal não havia um que fosse melhorzinho.
Perdoa-lhes senhor que eles não sabem o que fizeram.
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